Sou capa da Revista Dieta Já! - edição 150







MINHA MATÉRIA NA REVISTA:

por Karine CésaR

fotos: Caio Mello



"Perdi metade do meu peso e, pela primeira vez, me senti mulher"

Caroline Schneider



atividade física era o que mantinha a assessora jurídica Caroline Schneider, 29 anos, dentro de um peso razoável. “Se minha mãe fizesse um bolo, eu queria comê-lo inteiro. Precisava ver o fim das coisas. Entretanto, como praticava muitos esportes na adolescência (ela chegou até a dar aula de capoeira), eu não engordava tanto”, acredita. Embora se destacando nas atividades que se propunha a fazer, ela própria não tinha confiança em si mesma e sempre ficava em dúvida sobre o seu potencial. A baixa auto-estima, aliada à diminuição das práticas esportivas na época da faculdade, fizeram que os ponteiros da balança aumentassem sem que ela percebesse. Tanto que a moça só descobriu que estava grávida no quinto mês de gestação. A filha nasceu de sete meses, há três anos, e foi nessa ocasião que ela descobriu que estava pesando 126 kg. Para completar, quando a menina fez cinco meses, ela se separou.


“Meu marido me fazia pensar que era a minha única opção. Ele utilizava de todas as artimanhas psicológicas para não me deixar emagrecer”, confidencia. A submissão a fez entrar cada vez mais em um caminho sem volta. Foi no trabalho que ela começou a perceber o peso da gordura. Além de não ir andando ao restaurante, Carol comia quase um quilo, muito mais que suas colegas de trabalho.



“Comecei a pensar sobre tudo isso e percebi que precisava mudar para ser feliz. Um dia decidi procurar um endocrinologista.” Na consulta foram traçadas metas para que ela perdesse peso progressivamente.


O antidepressivo a ajudou na questão da auto-estima, e cada quilo que sumia na balança significava uma conquista. A única perda que ela sentiu foi a dos cabelos, que ficaram bem ralos. No entanto, o que realmente importava era que, em sete meses de tratamento, abaixou o peso para 60 kg. A meta era chegar aos 68 kg, mas no processo de manutenção acabou emagrecendo ainda mais, até alcançar os atuais 63 kg. Foi nesse período que ela soube que sofria de transtorno bipolar (tinha momentos de euforia e depois de depressão). Atualmente, ela toma um medicamento que funciona como um estabilizador de humor e, pelo visto, também do peso.
Novos hábitos Para Carol, perder o dobro de seu peso foi o fim de uma vida de humilhação. “O tratamento é outro. Infelizmente, o gordo sofre preconceito e, às vezes, nem percebe. Eu só tive noção disso depois que emagreci, porque antes achava comum”, lembra.


No entanto, não era só isso que a deixava chateada. Ela conta que, em razão da obesidade, já passou por várias situações constrangedoras, como segurar a bexiga.

“Em muitas ocasiões acabei fazendo xixi, sem perceber, no meu carro, pois estava tão apertada que não tinha controle. Eu chorava de tristeza.”


O segredo para vencer a obesidade, na opinião dela, é passar a pensar como magra. “Cada coisa que ia conquistando era mais um motivo para recusar as gloseimas. Chorei que nem criança quando calcei uma bota de cano alto pela primeira vez. Para os outros parece besteira, mas para mim foi uma vitória.”


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NADA É IMPOSSÍVEL PARA QUEM ACREDITA!!!!


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