Cada escolha, uma renúncia


Vamos olhar a vida sob uma perspectiva de perdas e ganhos... Você já parou pra pensar que em cada escolha que fazemos, perdemos algo?
Quando resolvemos perder peso, temos que fazer escolhas saudáveis, dentro daquela dieta que escolhemos seguir e, com isto, deixamos de comer várias coisas que gostamos. Quando resolvemos economizar para uma viagem, o ganho é a viagem, mas deixamos de gastar aquele dinheiro com várias outras coisas, que podem ser tanto futilidades quanto coisas necessárias. Quando escolhemos alguém para dividir a vida, compartilhar o amor, deixamos de escolher outras pessoas. E por aí vai. Seja comida, dinheiro, amor, tempo, sempre temos escolhas a fazer na vida, que fazem com que renunciemos a outras mais.
E o que irá fazer toda a diferença na nossa vida é estarmos cientes disso e nos sentirmos felizes pelas escolhas que fazemos.
No início desse ano, decidi implementar uma ideia que ia e vinha há muito tempo. E essa ideia era a de simplificar a minha vida. Principalmente com relação às coisas. Via que eu estava sempre correndo contra o tempo para arrumar meu quarto, a cozinha, a sala, minhas roupas estavam sempre se acumulando na escrivaninha, na banqueta, e que meu guarda-roupa nunca estava organizado. Foi quando me deparei com uma postagem no facebook, de uma página chamada A Vida Quer, acerca de um documentário chamado Minimalism. Achei interessante a abordagem daquela postagem e corri à Netflix para assistir. Foi quando tudo fez sentido!!! O que, de fato, eu buscava, era simplificar minha vida, ou seja, para fazer isso, eu teria que destralhar minha casa de coisas que não me pertenciam. E elas não me pertenciam, porque eu não as utilizava. Uma coisa só é nossa, quando ela tem um papel em nossa vida.
E não parei por aí... busquei ajuda num livro que recomendo fortemente: Menos é mais (de Francine Jay). O livro é subdividido em partes. A primeira é filosófica e fala sobre o minimalismo – o que é e o que não é – e principalmente sobre nossa relação com as nossas coisas. A segunda parte relata o método principal de organização em dez passos e, na terceira, há um guia detalhando a forma que se pode destralhar cada cômodo. Por fim, Francine fala sobre a bagunça de outras pessoas e nos dá dicas de como conviver com quem não segue a filosofia minimalista e é acumuladora.
Conceitos importantes que retirei dessa leitura:
*como categorizar meus objetos em coisas úteis, bonitas e afetivas
*como organizar as coisas que preciso em locais mais próximos, as coisas que uso menos em locais mais distantes e, por fim, coisas que uso ocasionalmente (como enfeites de natal), num estoque oculto.
*o princípio básico do minimalismo – entra um, sai outro!
*a importância do exemplo – principalmente para minha filha
Aprendi, por fim, o princípio da sustentabilidade: REDUZIR, REUTILIZAR, RECICLAR e como comprar de forma mais ética, combatendo o consumo de produtos que utilizam mão de obra explorada (e o que me levou a assistir outro documentário... The True Cost).
Resultado disso tudo: sacos de coisas pra doação e venda em brechós (reutilizar), sacos de lixo para reciclagem (reciclar) e muita disposição para reduzir o consumo e, quando consumir, fazê-lo de forma consciente (reduzir).
Posso dizer, hoje, por experiência própria, que aquilo que dizem no documentário e no próprio livro, de que uma vida com menos traz mais facilidade, é a pura verdade!
Porque sobra tempo para fazer o que se gosta, sobra tempo para aproveitar a família e os amigos e para aproveitar a si mesmo!

Por isso, retornando ao início do post, posso dizer que estou feliz com as renúncias que fiz e passei a fazer em nome da minha escolha de ser minimalista. =)


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