Archive for the ‘Entrevista’

Perder para ganhar08.13.10

A edição da agosto da Revista WRun traz uma reportagem sobre a história de três ex-gordinhas que decidiram dar um basta no excesso de peso com a ajuda de corridas e caminhadas. Texto de Cacau Peres [maravilhosa! super competente! - te adoro!!!]. Vale a pena ler a revista, não apenas a minha história [que vocês na maioria conhecem, mas porque tem a história da Samantha e da Aline - duas guerreiras - e muitas reportagens ótimas!]

Compartilho com vocês minha entrevista e fotos:

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Não há liberdade maior do que poder fazer as coisas que nós mesmos tínhamos nos limitado. Quase não podia mais andar de tão gorda. Não podia correr. Hoje, posso fazer isso e muito mais!

Caroline Schneider

“Em abril de 2006, pesava 126 kg. SENTIA-ME COMO SE ESTIVESSE PRESA. CAMINHAR ERA UM FARDO e, por diversas vezes, perdi o ônibus por não conseguir dar aquela corridinha para alcançá-lo.
Durante o primeiro mês de emagrecimento, qualquer tipo de atividade física era extremamente difícil. Só conseguia caminhar.
Passei a fazer caminhadas curtas e fui aumentando a distância conforme meu peso foi diminuindo. ELIMINEI 18 KG NO PRIMEIRO MÊS.
No segundo, entrei na academia e comecei a treinar em esteira e emagreci mais 12 kg.
A partir do terceiro, pude iniciar as corridas. Meu treino era de uma hora. Primeiro, caminhava, depois passava ao trote e, logo em seguida, à corrida.
Quando estava com 80 kg, pude fazer simulações de trilhas, com diferentes alguras de inclinação. Fazia uma média de 3 a 4 km em uma hora de atividade.
Curitiba é uma cidade muito fria e chuvosa. Portanto, a melhor forma de treinar sem perder o foco e a motivação era usar a esteira da academia. TANTO A CAMINHADA QUANTO A CORRIDA FORAM IMPRESCINDÍVEIS PARA A MINHA POSTURA.
Fiz uma reeducação alimentar. Minha alimentação é rica em fibras, frutas, verduras e legumes e pobre em gorduras e açúcares. Procuro comer alimentos mais calóricos no início do dia, fazendo refeições mais leves no fim dele. Em novembro, fará quatro anos que mantenho meu peso.”

Caroline Schneider

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Entrevista | Daniela Falco08.23.09

Não é todo dia que somos testemunhas de uma transformação. E, apesar de virtual, posso dizer que acompanhei cada passo, cada vitória desta SUPER MULHER que com muito carinho chamo de amiga. Ela, além de guerreira, perserverante, determinada é um ser humano p0r excelência!

Está comemorando este mês 1 ano de blog e de Metamorfose e, tendo chegado ao seu objetivo, está em manutenção. Com vocês: DANIELA FALCO!

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Daniela Falco

Você sempre foi gordinha? Se engordou por algum motivo (como gravidez, por exemplo), conte como foi.

Sempre estive acima do peso. Briguei minha vida inteira contra a balança. Tive dois filhos e apesar de engordar um pouco acima da média prevista, em pouco tempo eliminei os quilos da gravidez. Porém, depois do nascimento da minha filha, em 2003 entrei num processo depressivo que acredito ter começado como uma depressão pós parto leve, porém não diagnosticada e não curada. Após isso, também passei por uma série de problemas pessoais que me tiraram todas as energias. Estava deprimida, descontente com minha vida afetiva e profissional. Passei então a descontar tudo de ruim que sentia na comida. A cada decepção, a cada roupa que não servia mais, mais comida mandava para dentro…Tentei alguma vezes fazer alguma dieta, mas não conseguia. Faltava “algo”. Faltava chegar a minha hora. Como estava tratando de depressão o médico me encaminhou para uma endócrino, pois sabia que um dos fatores que me faziam não reagir era sim o excesso de peso. A endócrino então me pediu alguns exames e rapidamente descobriu que eu estava com hipotireoidismo e os ovários cheios de cistos. Duas patologias que causam não só a depressão, mas aumento do peso. Comecei me tratar em março de 2008. Porém o emagrecimento não vinha e eu também não fazia força para isso. Foi só em agosto que resolvi virar o jogo e iniciar a RA. E com isso mudar de vez minha vida.

Qual foi seu peso máximo e como você se sentia?

Cheguei perto dos 90, mas se tivesse demorado um pouco mais, passaria de 100 fácil, fácil. Me sentia mal física e emocionalmente. No físico vivia sempre cansada, indisposta, dormia mal, tinha falta de ar. No emocional me sentia uma incapaz. Uma fraca que jamais recuperaria nem a saúde, nem a forma. Para mim, eliminar 25 quilos era algo inatingível.

Que tipos de problemas enfrentou com a obesidade?

Quando comecei o tratamento para o hipotireoidismo a médica disse que eu não teria outra escolha a não ser o emagrecimento. E que se quisesse ver meus filhos crescerem, precisava para “ontem” começar uma dieta. No fundo ela não estava errada, porque o peso já prejudicava meu corpo. Acredito que a indisposição física era o pior. Mal conseguia subir dois lances de escada para chegar no meu apartamento. Além disso me sentia muito envergonhada, a ponto de evitar pessoas que me conheceram mais magra. Era doloroso demais ouvir “nossa, como você engordou”. Ou então: “depois dos 30 é impossível emagrecer”. A cobrança por estar acima do peso é grande. As pessoas não tem compaixão com o gordo.

O que a fez resolver emagrecer? Teve tentativas frustadas antes? O que fez de errado?

Acho que duas frases que ouvi me fizeram acordar para a vida: “você tem que emagrecer por você e não pelos outros” e “se quiser ver seus filhos crescerem, a dieta é para ontem”. Ouvi estas frases em dias muito próximos e elas não saíram da minha cabeça. Como minha vida inteira passei tentando controlar o peso, comecei a pensar em qual dos métodos que conhecia me ajudaria mais. Então me lembrei do programa dos Vigilantes do Peso que já tinha me feito perder 10 quilos uma vez. (Só perdi, porque se tivesse eliminado eles não teriam voltado e trazido mais 15 de companhia). Então descobri que eu poderia fazer o acompanhamento em casa, já que na minha cidade não tinha as reuniões. Eu tinha chegado ao fundo do poço e precisava tentar de alguma forma e a qualquer custo. Também já acompanhava alguns blogs e morria de inveja de quem conseguia se superar. E eu precisava exatamente disso: me superar. A grande diferença entre antes é hoje é que desta vez tenho como meta a eliminação de peso para sempre e não como fazia antes, quando perdia um quilo, dois, comemorava comendo!. Vivia no efeito sanfona. Engordava, emagrecia… E me cansei disso. A mudança de atitude é fundamental. Não só a mudança de cardápio, mas a reeducação de vida constitui a Reeducação Alimentar.

Durante este ano, o que você acredita que foi o maior ganho pessoal que teve?

Difícil pontuar um único ganho pessoal. Posso dizer que minha vida mudou completamente. Hoje encontrei prazer em outras coisas da vida. Antes meu maior prazer era comer. Dá pra ser feliz comendo apenas o necessário! Ganhei auto estima, ganhei alegria, ganhei disposição, ganhei saúde.

A sua reeducação alimentar teve reflexos na alimentação da sua família?

Com certeza! Principalmente no que diz respeito a introdução de alimentos com fibra para todos aqui de casa. É difícil uma casa onde tenha crianças não ter nenhuma guloseima, porém mostro a meus filhos que eles podem comer de tudo um pouco, porém com moderação. Se crescerem com essa mentalidade, acredito que não terão problemas com a obesidade.

Quanto pesava ao iniciar a RA e quanto pesa agora? Quanto tempo levou para atingir seu objetivo?

Pesava 88,9. Hoje peso 64,3. Segundo os cálculos da médica, precisava eliminar pelo menos 18, 20 quilos. Cheguei a quase 25. E meu processo levou 10 meses.

Quais foram os maiores obstáculos que teve que superar durante este período ou até mesmo no presente?

Sofro de ansiedade. A ansiedade nos obriga a descontar essa energia em alguma coisa. Eu descontava na comida. Comia compulsivamente sem sentir o gosto do que engolia. Precisei então controlar essa ansiedade e a tendo sob controle, era fácil comer menos. Duas coisas me ajudaram muito: uma delas o exercício físico constante. Ele abaixava sim aquela coisa que me consumia por dentro e que os médicos dizem ser ansiedade. Também passei a fazer uma autoavaliação e tentar descobrir o que me deixava ansiosa. Descoberto o motivo, também ajudava a reverter o quadro. E a consequência: comia menos.

Acredito ser este um obstáculo que sempre terei que superar. E eu costumo dizer que vencer a nós mesmos é a maior dificuldade. Se quiser permanecer com o peso estável, preciso me manter calma e comer o suficiente. Para me manter calma, preciso me conhecer. Para me conhecer, reflexões e reflexões diárias… E assim vou caminhando… Auto conhecimento e reeducação alimentar andam de mãos dadas.

Fale sobre sua motivação.

A motivação é algo que tem que vir de dentro. Brotar de nós mesmos. O mundo atual, a mídia não colaboram muito para isso, já que vivem ditando a moda do que é “perfeito”. E perfeição, só para Deus. Sendo assim, quando estamos acima do peso, olhamos para os lados e tudo nos põe para baixo. É difícil querer se motivar num mundo que não foi feito para os gordos. Por isso que digo que o que nos motiva é algo que tem que partir de nós mesmos. Só nós sabemos a hora exata de eliminar peso. Não basta apenas querer emagrecer. É preciso mais que isso. É preciso paciência, força de vontade, determinação. E cada um tem a sua hora. Cada um tem seu momento certo para que esse “clic” aconteça e determine que a sua hora chegou. Não adianta mesmo queremos emagrecer porque é bonito, ou porque o marido, namorado, família querem. Quem tem que querer é a gente mesmo. Não pela beleza, mas pela saúde que um corpo no peso ideal possui. E se nossa hora chegou, nada nos impede de alcançar a meta.

O que você teria a dizer para alguém que esteja querendo iniciar um processo de emagrecimento?

O que digo sempre lá no blog: a reeducação alimentar é mais que uma mudança no cardápio. Não adianta nada mudarmos a comida e permanecermos com hábitos não saudáveis. A RA é reeducação de vida mesmo! Onde aprendemos a comer direito, sem nos privarmos de nada, porém com moderação.
A paciência é fundamental, já que a perda de peso eficaz é lenta. Assim o corpo e a mente se readaptam juntos a nova pessoa que está nascendo.Emagrecer é um processo lento e se tivermos consciência disso tudo fica mais fácil.
A introdução da água na nossa vida é essencial. Eu bebia pouca água e sei que isso dificultava o trabalho do meu corpo.
Estabeleça metas pequenas e a curto prazo. Assim é mais fácil ver os resultados.
Comemore cada grama eliminada. Comemorar faz bem! Ser feliz faz bem! E o corpo agradece!
Exercício físico regularmente! Nem que seja uma caminhada. Fazer o corpo se mexer é mais que importante.
Acreditar que você é capaz. Só quem acredita vence.

Dani, muito obrigada pela entrevista! Te admiro muito e és mais uma prova de que NADA É IMPOSSÍVEL PARA QUEM ACREDITA!

Para quem quiser visitar, o blog da Dani é A DOR E A DELÍCIA DE SER QUEM EU SOU.

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