
É muito difícil pra você mudar os hábitos alimentares?
Atualmente temos muita informação, na televisão é recorrente matérias que explicam, apresentam e estimulam a melhoria nos hábitos alimentares. Fora isso, temos a internet, com sites de notícias, médicos, nutricionais, e muitos blogs que dia a dia trazem à tona tanto a importância desta mudança, como exemplos de muitas pessoas que mudaram sua vida e suas medidas com reeducação alimentar. Podemos encontrar informação e formas de incentivo e motivação também em inúmeras revistas também.
Todos certamente já passaram por isso ou conhecem alguém que passou: a eterna promessa de mudança na segunda-feira…
Então… o que falta para mudar?!?
O hábito alimentar não é determinado exclusivamente pelo paladar, mas também pelos hábitos de nossos pais que são de grande influência em nossa vida, pela cultura, ritmo de vida, e também é ditado por nossos sentimentos e emoções.
Eu tenho muitas preferências alimentares que são provenientes dos gostos dos meus pais e existem muitos tipos de alimentos que nunca provei, porque não são da preferência deles, e também porque não fazem parte da nossa cultura familiar.
Nossos sentimentos, emoções estão muito relacionados aos doces, por exemplo, pois quando estamos sob tensão, o chocolate é uma das nossas primeiras escolhas. E quando estamos deprimidos, tendemos a comer desordenada e compulsivamente.
O primeiro passo é buscar informações a respeito do valor nutricional dos alimentos, da maneira adequada de se alimentar e do número de porções diárias de cada alimento. Mas isso, vocês todas já sabem.
Como fazer para incorporar esses novos hábitos?
A reeducação alimentar é mais do que, simplesmente, alimentar-se seis ou sete vezes ao dia, mantendo uma dieta equilibrada. Porque isto é muito fácil de falar, ler e até planejar mentalmente, mas… na hora de se colocar em prática, é outra coisa. E isto já escutei (e li) de várias de vocês.
Então… aqui vão algumas dicas:
> Não seja radical.
Não queira mudar completamente a sua rotina alimentar do dia para a noite. Você irá sofrer, irá sentir fome, dor de cabeça e irá largar logo seu plano de ser magra e feliz.
> A melhor maneira é PLANEJAR.
Há um psiquiatra (Adriano Segal) que diz que mudar os hábitos alimentares é como aprender a dirigir.
Você consegue se lembrar quando aprendeu a dirigir? Sentou no carro e pronto? Meteu o pé no acelerador, foi trocando as marchas e fez o carro andar bonitinho? Nãããããão, né?! Então é isso: Você foi aprendendo, aos poucos, a trocar as marchas, fazer curvas, frear. Primeiro foi aprender a andar em lugares mais desertos, para depois se aventurar em ruas mais movimentadas. E, no início, estava sempre prestando muito mais atenção a cada movimento, depois, tornou-se tudo mais “automático”. - Na reeducação alimentar é assim também. Primeiro, você começa experimentando fazer pequenas trocas. Troca o pão normal por pão integral, diminui a porção. Troca o leite integral por semi-desnatado. O lanche, ao invés de ser um x-salada, passa a ser uma fruta. O almoço, ao invés de ser com macarrão, arroz, feijão e batatas fritas, passa a ser apenas com feijão e arroz. Salada. Carne. E aos poucos, você vai sentindo que as coisas começam a entrar nos eixos… O chocolate, que antes era comido em barras… agora passa a ser comido em pedacinhos (1 alpino pequeno, por exemplo). E você começa a sentir que está SEGURA, NA DIREÇÃO DA PRÓPRIA VIDA.
> Faça adequações à sua rotina
Se você sai para trabalhar e não tem como preparar seus próprios lanches, carregue na bolsa uma fruta, uma barra de cereal, um pacotinho pequeno de castanhas e, sempre, uma garrafinha de água. Você nunca irá passar fome se tiver como se alimentar nos intervalos.
> Procure novos sabores e sensações
Mesmo gostando de comidas gordurosas, fast food, sabores picantes, etc e tal, você pode começar a descobrir novos sabores, novas sensações se começar a pensar nas tantas e tantas comidas que ainda não provou e que, muitas delas, não são tão calóricas quanto as que você conhece. Procure descobri-las. Você irá se surpreender…
Tenho eu como exemplo… eu adorava Mac Donald’s, Burger King… e um dia, descobri como é gostosa a cozinha Japonesa… aqueles lanches passaram a não ter a mínima graça perto dos pratos da cozinha Japonesa para mim.
> Diminua as porções
Sempre procure diminuir suas porções através dos pratos e copos. Por exemplo, se você possui um prato grande em casa, pegue aquele de sobremesa para comer. Fica mais fácil vê-lo cheio e sentir-se satisfeita do que colocar menos comida num prato grande. E sempre coloque pelo menos a metade do prato de salada e a outra metade do “resto”.
Esta mania de colocar tudo em grandes pratos, copos e tijelas é, com certeza, influência da cultura americana, que tem mania de “super sizear” tudo…
> Leve informação à sua família
Se sua família não puder ser incluída (ou não quiser) na sua reeducação alimentar, procure fazer suas refeições antes ou depois das dela. Pelo menos no início. Muitas vezes, quando nossa família se alimenta conosco e tem por hábito comer muito rápido ou ser compulsiva também, pode nos levar a “manter o padrão”. Portanto, primeiro esteja segura de sua mudança, para depois voltar ao convívio durante as refeições.
> Comer não cura dor no coração
Se você estiver triste, deprimida, infeliz por algum motivo, aborrecida, ansiosa e seu primeiro impulso for COMER COMER COMER COMERRRR… faça o exercício (duro, difícil e por vezes irrefreável) de PARAR E REFLETIR. Estou com fome? OU Estou com vontade de comer? - Pergunte-se se comer irá resolver o seu problema ou AUMENTÁ-LO! Neste momento, busque algo para fazer que não seja comer… por alguns minutos, tire a atenção, o foco do alimento. Escreva o que está sentindo, faça uma “chuva de pensamentos” sobre a forma de resolver a situação, escreva uma carta para alguém, ou para você mesma, ouça uma música, assista um filme, dance, grite, esmurre o travesseiro, … existem muitas formas de expor nossos sentimentos… a que nos faz mais mal é comer. Depois de comer, nos sentimos pior ainda, pois vem o sentimento de culpa por termos comido, por termos sido fracas e nos rendido.
ACREDITE EM SEU PODER DE TRANSFORMAÇÃO. ACREDITE EM SUA FORÇA. ACREDITE QUE É POSSÍVEL SIM! SEJA MAIS FELIZ!
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