Entrevista para Yoga Journal
Oi meus amores!
Estou muito feliz com o calor que anda fazendo por aqui (enfim, a Primavera chegou!) e também imensamente feliz porque há uma semana chegou a revista Yoga Journal na qual há a reportagem “com licença, eu vou à luta” da jornalista Cacau Peres (beijocas, minha linda!), onde há uma entrevista comigo.
Aproveito, então, para compartilhar algumas passagens da reportagem e minha entrevista com vocês e também para comentar que adorei a revista, pois ainda não conhecia: há reportagens sobre vários temas, inclusive emagrecimento, nutrição, vida saudável… vale a pena dar uma passadinha no site da revista pra conhecer: http://eyoga.com.br
COM LICENÇA, EU VOU À LUTA – POR CACAU PERES (Yoga Journal – Outubro/2009)
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Hoje não é raro encontrar pessoas que não estão felizes com determinado segmento de sua própria vida. Pode ser uma insatisfação com um relacionamento afetivo que já não vai bem, um incômodo relacionado ao trabalho, ou uma infelicidade em relação à própria autoimagem.
Enquanto algumas pessoas preferem manter-se em sua “zona de segurança e conforto” (por mais que na verdade não se sintam seguras ou confortáveis), permanecendo na mesma situação frustrante, reclamando de sua sorte, de braços cruzados sem nada fazer, outras partem para a mudança do que supostamente falta para que sejam felizes.
A insatisfação e a inquietação que nos afligem em algum momento da vida (ou em vários momentos), remete à ideia de uma samsara psicológica, de “andar em círculos”, de encontrar na própria mente uma prisão, onde é gerado o nosso sofrimento.
Segundo o monge budista Thanissaro Bhikkhu, a mudança de atitude não é simples, pois requer esforço, dores e riscos, tanto mentais quanto físicos. Além disso, o novo, a ausência de parâmetros que nos sejam familiares, é perturbador, justamente pelo fato de termos de lidar com a novidade para que a mudança seja promovida.
No Ayurveda também podemos encontrar explicações para as dificuldades que se apresentam quando decidimos quebrar um ciclo de sofrimento em nossas vidas, pois é por meio das qualidades sutis, ou seja, rajas, tamas e sattva, que nossa consciência mais profunda funciona.
Quando optamos pela mudança ou pela inércia, devemos ter em mente que para cada ação corresponde uma consequência, e que mesmo a falta de ação é uma ação por si só. Assim, podemos escolher ou não o que fazer, mas não podemos escolher os resultados dessas escolhas nem tentar alterar seus efeitos. Segundo o professor Pedro Kupfer, “isso é regulado pela lei do karma. Não existem nem julgamento, nem juiz. Somente leis imutáveis”.
A SAMSARA DA AUTOIMAGEM
Caroline Schneider sempre foi vítima de sua própria samsara psicológica quando o assunto era sua autoimagem. Ela conviveu com o peso extra desde criança, comendo de forma compulsiva. Buscou várias tentativas de emagrecimento, mas todas foram infrutíferas. O excesso de peso trouxe complicações mais sérias para sua vida, fazendo com que ela tivesse pré-eclampsia na gestação de sua filha, tendo esta nascido prematura. Para completar sua frustração, seu casamento foi por água abaixo quando a filha tinha somente 4 meses de vida.
Caroline diz que o confronto com o espelho era evitado a qualquer custo, pois, segundo ela, “isto era uma afronta ao meu ego”. Porém, quando se deparou com a verdade, ela estava pesando 126 quilos, aos 27 anos de idade. Ela diz: “Fiquei tão tonta para conseguir internalizar aquilo que lágrimas não foram o bastante para exprimir o que senti naquele momento. Como pude chegar naquele ponto?”
Caroline, no entanto, vendo a vida se desmoronar à sua volta, optou por quebrar a samsara de sofrimento. Nasceu uma imensa vontade de reescrever sua história. “Antes, minhas angústias, frustrações e medos comandavam meu apetite; não sabia senti-los. Passei a frear o gatilho das minhas emoções, me observando. Compreendi que a verdade dos outros nem sempre serve para mim, assim como a minha nem sempre serve para os outros”.
A quebra da samsara é complexa e requer esforço, pois ainda segundo Gopala, nós nos identificamos com o pêndulo das emoções de nossas preferências e aversões (raga e devesha), que nos iludem o tempo todo. Ele diz: “É necessário um despertar luminoso (sattva) que nos permita sacudir a poeira acumulada de ignorância (tamas) que se traduz em relacionamentos viciados e ciclos equivocados de hábitos que nos levam ao sofrimento. A partir do momento em que podemos reconhecer a verdadeira beleza e perfeição inerentes em todos, desenvolvemos um respeito maior que se traduz em felicidade perene”.
Por meio dessas mudanças internas, Caroline buscou uma reeducação alimentar e com sete meses conseguiu emagrecer exatamente a metade de seu peso, chegando a 63 quilos. Ela mantém esse novo peso há três anos, mostrando que a mudança veio para ficar. Pela internet, ela estimula outras pessoas em seu blog.
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Segundo Janaína Chagas, terapeuta ayurvédica do Rio de Janeiro, por meio do Ayurveda podemos resgatar essas essências até então perdidas, do tamásico, que é a energia mais distante da luz, trabalhando para chegar ao rajásico, que é a energia da paixão, a energia do movimento de mudança, o fogo que nos impulsiona a transformar, que será necessário para enfim chegarmos à energia sattvica, equilibrada.
Kupfer diz que o paradoxo entre as lágrimas das dificuldades e a obtenção da nossa meta se resolve por meio do próprio caminhar, na prática. Ele afirma: “Precisamos quebrar o casulo do ego para chegar à essência. O verdadeiro milagre consiste apenas em estar vivo, respirando e sendo”. Ele lembra ainda da famosa frase que diz: “Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”.
Pensamentos ruins, sensação de derrota, querer voltar para aquilo que é conhecido, pensar que tudo pode dar errado são comuns. Mas Patañjali sabiamente dedica um tempinho no Yoga Sutra para falar que “se você pensa isso, por que não pensar no oposto? As possibilidades são as mesmas para ambas!”
TENHAM UM FINAL DE SEMANA MARAVILHOSO! E… DEPOIS DE UM TEXTO TÃO CHEIO DE VERDADES, NÃO VOU NEM COMENTAR, APENAS LEMBRÁ-LAS DE QUE NADA É IMPOSSÍVEL PARA QUEM ACREDITA!












Como diz a música? “Quem sabe faz na hora, não espera acontecer”.
Esta além de fazer, se preocupa em ajudar e dar dicas para quem quer fazer.
ELA FEZ.
Beijokas - Meu Anjo.
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Oi Carol
Faz tempo que eu não passo por aqui, tava meio sumida, mas também retomei minha dieta. Parabéns pela sua reportagem na revista.
Abraços
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uma aulinha de yoga ia me fazer um bem danado! bjus um ótimo domingo!
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que legal ,amiga!! Parabéns pra ti, e sorte nossa ter uma amiga que serve de exemplo em vária coisas !
amo-te ao cubo!
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Olá Caroline,
E você não só saiu do seu sansara como leva muitas, como eu, a se esforçarem para sair do seu próprio.
Passo aqui todos os dias esperando um texto seu, que nos passa tanta alegria e motivação.
Sua estrela brilha!
Beijos e boa semana!
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Oi, menina, continuo lendo o seu blog e me amarrei. Você é linda por dentro e por fora e a minha inspiração para continuar a minha própria metamorfose através da RA (já fui de 105 para 89 só com as suas dicas, ainda tenho um longo caminho pela frente, porque meço 1,70, mas cada jornada começa com o primeiro passo, não é?).
Continue sempre assim, adoro ler o que você escreve.
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