Gratidão03.27.10

A gratidão é uma virtude que precisa ser cultivada e desenvolvida continuamente. Precisa se tornar um hábito diário. Muitas vezes não nos lembramos de agradecer e apenas reclamamos.

Em vez de se lastimar mude essa atitude de vítima para uma atitude positiva, agradecendo desde que abre os olhos de manhã até a hora de dormir. Ao fazer isso você abre seu coração, abre seu entendimento para descobrir quantas bênçãos pequenas e grandes você recebe a cada dia. Desse modo você passa a perceber as bênçãos “invisíveis” que nem tinha notado. Passa a sentir como foi protegido, amparado, ajudado tantas e tantas vezes.

A gratidão é um sentimento libertador. Elimina preocupações e nos acalma. Cura doenças crônicas e psicossomáticas, também dores da alma como depressão, tristeza, melancolia e baixa autoestima.

O ato de agradecer faz com que nosso coração descanse. Com isso, nossa mente se aquieta, relaxamos mais e passamos a dormir melhor, ter menos ansiedade e dminuimos as tensões da vida moderna.

Quem sabe expressar gratidão é mais saudável e mais próspero.

“SER FELIZ É TER UM CORAÇÃO AGRADECIDO”

Dicas para cultivar a gratidão:

1. MANTENHA UM DIÁRIO DE GRATIDÃO - Registre nele as coisas boas que lhe acontecerem. O hábito favorece a visão das dádivas.
2. FAÇA TRÊS PERGUNTAS A SI MESMO - O que eu recebi hj ? O que eu dei ? Causei alguma dificuldade a alguém ?
3. AGRADEÇA POR DAR - Você pode ser grato a quem aceitou seu carinho ou ajuda e permitiu que se alegrasse por poder exercitar atitudes como ser atencioso, generoso, etc…
4. DECLARE-SE OU ESCREVA BILHETES - Basta uma frase para valorizar os pequenos e grandes favores ou gentilezas que recebemos dos outros.

OBRIGADA !!!!!

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butterfly

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A nossa vontade e a de Deus são as mesmas: satisfação sem vingança,vida sem ofensa e amor sem limites [Hugh Prather]

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Entrevista para Yoga Journal11.06.09

Oi meus amores!
Estou muito feliz com o calor que anda fazendo por aqui (enfim, a Primavera chegou!) e também imensamente feliz porque há uma semana chegou a revista Yoga Journal na qual há a reportagem “com licença, eu vou à luta” da jornalista Cacau Peres (beijocas, minha linda!), onde há uma entrevista comigo.
Aproveito, então, para compartilhar algumas passagens da reportagem e minha entrevista com vocês e também para comentar que adorei a revista, pois ainda não conhecia: há reportagens sobre vários temas, inclusive emagrecimento, nutrição, vida saudável… vale a pena dar uma passadinha no site da revista pra conhecer: http://eyoga.com.br

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COM LICENÇA, EU VOU À LUTA – POR CACAU PERES (Yoga Journal – Outubro/2009)

(…)

Hoje não é raro encontrar pessoas que não estão felizes com determinado segmento de sua própria vida. Pode ser uma insatisfação com um relacionamento afetivo que já não vai bem, um incômodo relacionado ao trabalho, ou uma infelicidade em relação à própria autoimagem.

Enquanto algumas pessoas preferem manter-se em sua “zona de segurança e conforto” (por mais que na verdade não se sintam seguras ou confortáveis), permanecendo na mesma situação frustrante, reclamando de sua sorte, de braços cruzados sem nada fazer, outras partem para a mudança do que supostamente falta para que sejam felizes.

A insatisfação e a inquietação que nos afligem em algum momento da vida (ou em vários momentos), remete à ideia de uma samsara psicológica, de “andar em círculos”, de encontrar na própria mente uma prisão, onde é gerado o nosso sofrimento.

Segundo o monge budista Thanissaro Bhikkhu, a mudança de atitude não é simples, pois requer esforço, dores e riscos, tanto mentais quanto físicos. Além disso, o novo, a ausência de parâmetros que nos sejam familiares, é perturbador, justamente pelo fato de termos de lidar com a novidade para que a mudança seja promovida.

No Ayurveda também podemos encontrar explicações para as dificuldades que se apresentam quando decidimos quebrar um ciclo de sofrimento em nossas vidas, pois é por meio das qualidades sutis, ou seja, rajas, tamas e sattva, que nossa consciência mais profunda funciona.

Quando optamos pela mudança ou pela inércia, devemos ter em mente que para cada ação corresponde uma consequência, e que mesmo a falta de ação é uma ação por si só. Assim, podemos escolher ou não o que fazer, mas não podemos escolher os resultados dessas escolhas nem tentar alterar seus efeitos. Segundo o professor Pedro Kupfer, “isso é regulado pela lei do karma. Não existem nem julgamento, nem juiz. Somente leis imutáveis”.

A SAMSARA DA AUTOIMAGEM

Caroline Schneider sempre foi vítima de sua própria samsara psicológica quando o assunto era sua autoimagem. Ela conviveu com o peso extra desde criança, comendo de forma compulsiva. Buscou várias tentativas de emagrecimento, mas todas foram infrutíferas. O excesso de peso trouxe complicações mais sérias para sua vida, fazendo com que ela tivesse pré-eclampsia na gestação de sua filha, tendo esta nascido prematura. Para completar sua frustração, seu casamento foi por água abaixo quando a filha tinha somente 4 meses de vida.

Caroline diz que o confronto com o espelho era evitado a qualquer custo, pois, segundo ela, “isto era uma afronta ao meu ego”. Porém, quando se deparou com a verdade, ela estava pesando 126 quilos, aos 27 anos de idade. Ela diz: “Fiquei tão tonta para conseguir internalizar aquilo que lágrimas não foram o bastante para exprimir o que senti naquele momento. Como pude chegar naquele ponto?”

Caroline, no entanto, vendo a vida se desmoronar à sua volta, optou por quebrar a samsara de sofrimento. Nasceu uma imensa vontade de reescrever sua história. “Antes, minhas angústias, frustrações e medos comandavam meu apetite; não sabia senti-los. Passei a frear o gatilho das minhas emoções, me observando. Compreendi que a verdade dos outros nem sempre serve para mim, assim como a minha nem sempre serve para os outros”.

A quebra da samsara é complexa e requer esforço, pois ainda segundo Gopala, nós nos identificamos com o pêndulo das emoções de nossas preferências e aversões (raga e devesha), que nos iludem o tempo todo. Ele diz: “É necessário um despertar luminoso (sattva) que nos permita sacudir a poeira acumulada de ignorância (tamas) que se traduz em relacionamentos viciados e ciclos equivocados de hábitos que nos levam ao sofrimento. A partir do momento em que podemos reconhecer a verdadeira beleza e perfeição inerentes em todos, desenvolvemos um respeito maior que se traduz em felicidade perene”.

Por meio dessas mudanças internas, Caroline buscou uma reeducação alimentar e com sete meses conseguiu emagrecer exatamente a metade de seu peso, chegando a 63 quilos. Ela mantém esse novo peso há três anos, mostrando que a mudança veio para ficar. Pela internet, ela estimula outras pessoas em seu blog.

(…)
Segundo Janaína Chagas, terapeuta ayurvédica do Rio de Janeiro, por meio do Ayurveda podemos resgatar essas essências até então perdidas, do tamásico, que é a energia mais distante da luz, trabalhando para chegar ao rajásico, que é a energia da paixão, a energia do movimento de mudança, o fogo que nos impulsiona a transformar, que será necessário para enfim chegarmos à energia sattvica, equilibrada.

Kupfer diz que o paradoxo entre as lágrimas das dificuldades e a obtenção da nossa meta se resolve por meio do próprio caminhar, na prática. Ele afirma: “Precisamos quebrar o casulo do ego para chegar à essência. O verdadeiro milagre consiste apenas em estar vivo, respirando e sendo”. Ele lembra ainda da famosa frase que diz: “Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”.

Pensamentos ruins, sensação de derrota, querer voltar para aquilo que é conhecido, pensar que tudo pode dar errado são comuns. Mas Patañjali sabiamente dedica um tempinho no Yoga Sutra para falar que “se você pensa isso, por que não pensar no oposto? As possibilidades são as mesmas para ambas!”

TENHAM UM FINAL DE SEMANA MARAVILHOSO! E… DEPOIS DE UM TEXTO TÃO CHEIO DE VERDADES, NÃO VOU NEM COMENTAR, APENAS LEMBRÁ-LAS DE QUE NADA É IMPOSSÍVEL PARA QUEM ACREDITA! ;)

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Sem medo de ser feliz10.14.09

children_dancing

Quero agradecer os muitos e-mails que ganhei me desejando um Feliz Dia das Crianças. Tenho plena convicção que muitas de vocês sabem que curto muito minha criança interior e adoro a felicidade que as simples coisas da vida me proporcionam.

Existem três coisas que você precisa abrir mão: julgar, controlar e ser o dono da verdade. Livre-se das três, e você terá a mente íntegra e vibrante de uma criança (H. Prather)

A propósito do Dia das Crianças, comemorado na segunda, é bom que reflitamos um pouco sobre a nossa criança interior. Você sabe como está a sua?

Esta parece ser uma pergunta esquisita para algumas pessoas, mas o fato é que só tivemos uma infância. Umas tiveram uma incrivelmente mágica, com muita diversão e momentos que as alimentam os sonhos até hoje, outras, infelizmente, por diversos motivos, não podem dizer o mesmo.

Pois bem. Apesar da infância ser uma só, não podemos nos apegar aos maus momentos (se for este o caso) e pensar que só por isso não haverá lugar para sermos adultos menos intransigentes, mais esperançosos e mais confiantes no futuro.

O que diferencia os adultos das crianças é o fato de que elas possuem autoconfiança e felicidade de maneira natural. Crianças não têm medo de ser felizes. Não possuem vergonha de demonstrar seus sentimentos, de expressar alegria, medo. Crianças não têm medo de chorar quando sentem vontade e, se preciso, correm para os braços de seus pais para se protegerem.

Elas não inventam problemas inexistentes para, logo em seguida, inventar desculpas por não conseguir resolvê-los. Crianças CONFIAM. Crianças dizem a verdade sempre! Elas não julgam e não sabem a diferença de classe social, cor, raça, credo,…

(Sabem quem estraga tudo isso? Os adultos… e isso é uma pena).

Copiar a abordagem infantil da felicidade está bem longe de se comportar como criança, mas está em ver o mundo como elas vêem. É abandonar as percepções estreitas e as respostas prontas e voltar a ver o mundo como uma caixa de presente com muitas oportunidades de conhecer coisas novas, pessoas novas, fazer novos amigos, descobrir, aprender e admitir, sem restrições, que as pessoas ao nosso redor são o que são e que estamos ali com elas para o que der e vier.

Transformar-se numa “criança” é abrir mão da responsabilidade de julgar e de estar sempre certo. Isto elimina os nossos bloqueios e permite que nossa capacidade de apreciar as coisas se amplie e, deste modo, teremos mais chance de ficarmos serenos e em paz.

Vocês sabiam que as crianças são nossos maiores exemplos de assertividade? Pois é! A principal característica das crianças pequenas é a objetividade: elas mostram o que sentem e sabem o que querem. Lindo isso! =)

Então, tenham sempre um feliz dia das crianças, e que este dia seja todos os dias! Celebre a criança que existe em você e não se esqueça de cultivá-la, buscando sempre uma mente íntegra e vibrante.

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